Economia com Filosofia

Como arroz e feijão!

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Local: São Paulo, SP, Brazil

Domingo, Março 19

Prioridades de programa apontadas pelo povo

Temos muito a discorrer sobre a questão da legitimidade duvidosa da democracia frente ao despreparo do povo.

A pesquisa CNI/Ibope divulgada em 15/3, relaciona as expectativas com relação às prioridades de programa do próximo presidente (os percentuais se referem à quantidade de entrevistados que elegeram as prioridades):

58% - Geração de empregos
54% - Mudanças profundas na política econômica em vigor
41% - Investimentos em educação e saúde
24% - Manter as linhas gerais da atual política e realizar pequenos ajustes
20% - Distribuição de benefícios à população carente
18% - Combate à corrupção (*)
16% - Manter a atual política econômica
15% - Redução de impostos

Com relação às características do novo presidente:
60% - Ser honesto
40% - Ser competente
8% - Ser experiente
6% - Ser inovador e moderno

Ao mesmo tempo que “ser honesto” é apontado por 60% dos eleitores, o “combate à corrupção” é apontado apenas por 6%. Ou seja, há um claro entendimento por parte da população que a questão da corrupção está muito mais associada à personalidade do presidente (homem) do que à gestão da máquina pública (instituições). Sendo o povo totalmente despreparado para lidar com essa questão, como, em um regime democrático, surgirá vontade política para combater a corrupção?

A saída para esse despreparo passa, sem dúvida, pela educação. Acredito que ainda estamos “engatinhando” na longa jornada da evolução intelectual e espiritual da população para que nosso regime democrático seja realmente legítimo e traga a paz, a felicidade, o conhecimento e a saúde a todos.

Se por um lado podemos considerar positivo que 41% apontaram os “investimentos em educação e saúde” como prioridade, por outro podemos desde já nos preocupar com a capacidade dessa mesma população de diferenciar a educação esclarecedora da alienadora.

Domingo, Fevereiro 26

"A ignorância está afundando a democracia"

James Bovard, autor de 'Attention Deficit Democracy', escreveu um artigo para o 'Newsday' intitulado 'We´re losing the government game' com tradução de Celso M. Paciornik para 'O Estado de São Paulo' de 26/02/2006.

Neste artigo o autor traz à tona a idéia de que o sucesso da democracia depende da capacidade intelectual e da participação do povo nos meandros políticos.

A abstenção da população ao acompanhamento dos acontecimentos políticos, causada pela crença generalizada de que “os políticos é que são pagos pra isso, portanto posso ficar à vontade e me preocupar com meu jogo de futebol” é o ingrediente fundamental para uma sopa combinada de abuso de poder, corrupção e uso da máquina do Estado para enriquecimento próprio.

João Paulo II defendia uma idéia de que nem todos os povos estariam preparados para uma democracia. Quando vemos grandes massas sendo influenciadas pelo marketing político, totalmente vazio em ideologia, na hora de darem seu voto nas urnas, é fácil concluir a veracidade da idéia defendida pelo ex-papa. Talvez a idéia esteja incompleta quando se percebe que, apesar da inadequação da democracia ao atual preparo intelectual do povo, conceitualmente é o melhor dos regimes políticos. Só não sabemos ainda se a utopia está na implantação de uma democracia perfeita ou no surgimento de uma população evoluída o suficiente para realizá-la.

Segue artigo na íntegra.

Ignorância é inimiga da democracia
James Bovard*
A ignorância está afundando a democracia. A maioria dos americanos opera cada vez mais no piloto automático, dando menos atenção para cada nova guerra, cada nova tomada de poder, cada nova afirmação presidencial. Mas os cidadãos precisam deixar de seguir servilmente todas as alegações políticas para virar o jogo contra a demagogia.
O eleitor típico não consegue compreender nem mesmo os fundamentos básicos do governo. A maioria dos americanos não sabe o nome de seu representante na Câmara, a duração dos mandatos dos membros da Câmara ou do Senado, ou o que a Lei de Direitos pretensamente garante, segundo pesquisas da Universidade de Michigan.
Uma pesquisa realizada pela Polling Company depois das eleições parlamentares de 2002 revelou que menos de um terço dos americanos sabia que os republicanos controlavam a Câmara de Representantes antes da eleição. Quase dois terços dos americanos não conseguem lembrar o nome nem de um único juiz da Suprema Corte, segundo uma outra sondagem da Polling Company.
Uma pesquisa de opinião da American Bar Association (equivalente à brasileira Ordem dos Advogados do Brasil) realizada há poucos meses revelou que apenas a metade dos entrevistados sabia quais eram os três poderes do governo federal, e menos ainda sabiam o significado de "separação de poderes". Contudo, nesta questão está o cerne de controvérsias como o programa de escuta ilegal recentemente revelado e o envolvimento parlamentar no caso Terri Schiavo - cujo marido obteve na Justiça o direito de desligar as máquinas que a mantinham viva e em coma.
A apropriação de poderes por políticos raramente é acompanhada de benefício para os cidadãos. Quando o presidente se apropria de um novo poder, ele pode encontrar fórmulas de manter seu prestígio - por meio de consultores e frases testadas em grupos de foco. O presidente pode se dirigir à nação em cenários coreografados com audiências escolhidas a dedo garantidas para aplaudir. Poucos cidadãos têm o conhecimento (ou a autoconfiança) para resistir a esses vagalhões.
O número de agências governamentais que podem abordar, proibir, taxar, impor, impedir, deter, intimar, grampear, sancionar e, de uma forma ou de outra, molestar e subjugar cidadãos ou suas propriedades e direitos aumentou assustadoramente.
Mas poucos cidadãos tiveram um acúmulo correspondente de conhecimento de seus direitos e dos processos governamentais. É preciso mais que invocações de aulas cívicas no estudo secundário para resgatar as pessoas comuns dos meandros da burocracia.
Com o advento da internet, ficou muito mais fácil encontrar discursos de políticos, novas leis propostas e reportagens e análises de mídia sobre políticas do governo. Ainda assim, as pessoas provavelmente passam cem vezes mais tempo online visitando sites de pornografia do que rastreando abusos governamentais.
É irrealista esperar que o americano típico se torne um leitor devotado dos Anais do Congresso ou de decisões da Suprema Corte - para não falar das notas de rodapé de opiniões dissidentes.
Mas o sistema político pode ser melhorado mesmo que os cidadãos não mergulhem nos enigmas do governo.
A chave não está na quantidade bruta de dados ingeridos, mas numa atitude mais esclarecida. Uma migalha de ceticismo vale uma prateleira de Registros Federais. O sistema americano de governo funcionou perfeitamente em suas primeiras décadas, em parte porque os cidadãos estavam informados sobre os políticos que ofereciam favores.
Quanto mais deferência um governo recebe, mais danos os políticos podem causar. O governo se expandiu nas últimas décadas também porque muitas pessoas esqueceram os perigos de permitir que algumas pessoas adquiram um extenso poder sobre elas.
Os americanos deveriam recordar por que Thomas Jefferson trombeteava a necessidade de vincular todas as regras à cadeia da Constituição. Os americanos precisam ler mais sobre os desdobramentos políticos e dar maior atenção a eles - especialmente quando os políticos aumentam as ameaças de guerra ou propõem novas leis abrangentes. Ler a Lei de Direitos toma menos tempo do que assistir ao show do intervalo do Super Bowl (a final do campeonato de futebol americano). Se as pessoas não conhecerem as regras fundamentais do jogo, elas ficarão omissas quando o governo as enganar.
Mesmo que a maioria continue apática sobre quase todas as questões políticas, o aumento de uma minoria mais informada pode fazer a diferença. Cada 1% da população que compreende e se opõe a políticas injustas eleva o custo de abusos políticos. Recordar falsidades e loucuras políticas do passado pode fazer muito em favor da prudência e da liberdade.
Em 1693, William Penn, o fundador da Pensilvânia, declarou, "deixe as pessoas pensarem que elas governam, e elas serão governadas". As palavras de Penn deveriam fazer os americanos reconhecerem a escolha entre conhecimento e submissão. As pessoas precisam ou compreender melhor o governo e os políticos, ou dar um beijo de adeus a seus direitos e liberdades restantes. * James Bovard, autor de 'Attention Deficit Democracy', escreveu este artigo para o 'Newsday'TRADUÇÃO DE CELSO M. PACIORNIK

Sábado, Fevereiro 25

Lucro do Bradesco

Em entrevista para "O Estado de São Paulo" de 23/2/2006, Marcio Cypriano, quando perguntado sobre como explicar o lucro expressivo do Bradesco num ano em que o país cresceu tão pouco, fez a seguinte colocação:

"A capacidade de geração de resultados positivos dos bancos é algo que merece destaque. Apesar de todas dificuldades que passamos, trabalhando numa economia que cresce modestamente, com desemprego alto e baixo nível de renda, conseguimos manter desempenho exemplar. Nossa contribuição principal ao desenvolvimento é gerar lucro, pagar impostos, criar empregos, viabilizar o investimento das empresas, proteger e rentabilizar a poupança das pessoas. E nesse ponto somos referência mundial de qualidade. Trata-se de um lucro moral, ético e justo. Mas os bancos não são únicos. Empresas como Petrobrás, Vale, Gerdau, Copesul, Souza Cruz e Ipiranga, só para dar alguns exemplos, tiveram rentabilidade bem superior à dos bancos em 2005. O melhor banco em termos de rentabilidade sobre o patrimônio não deve ficar entre os dez maiores se compararmos com empresas não financeiras. Banco tem de ter patrimônio grande para suportar suas operações. Costumo dizer que lucro é o progresso, é com ele que podemos pagar dividendos aos acionistas, impostos, salários e benefícios aos funcionários e realizar investimentos sociais."

Sem dúvida o sistema financeiro tem inegável importância para o desenvolvimento econômico e social, mas quando vemos as altas taxas de juros pagas tanto pelo setor público como pelo varejo, não há como negar que os bancos têm se beneficiado desproporcionalmente quando comparado com o setor produtivo.

Porém, não há como negar que o executivo se saiu muito bem na resposta!

Terça-feira, Janeiro 31

Deus Caritas Est - Primeira Encíclica de Bento XVI

“O Estado defronta-se inevitavelmente com a questão: como realizar a justiça aqui e agora? Mas esta pergunta pressupõe outra mais radical: o que é a justiça? Isto é um problema que diz respeito à razão prática; mas, para poder operar retamente, a razão deve ser continuamente purificada porque a sua cegueira ética, derivada da prevalência do interesse e do poder que a deslumbram, é um perigo nunca totalmente eliminado. Neste ponto, política e fé tocam-se (...)”

Sensatas as palavras de Bento XVI, pelas quais deixou claro que não abre mão das doutrinas tradicionais da Igreja. Estamos vivendo dominados pelo consumismo, pelo materialismo e pelo egoísmo do homem. Admita-se que é difícil ser o principal defensor de uma doutrina de amor ao próximo em tempos como estes. É como se estivesse falando sozinho para o mundo inteiro.

Independentemente de fé, se nossa sociedade passasse a se basear maciça e fielmente nos preceitos cristãos, veríamos o surgimento de uma nova Era no planeta Terra. Viveríamos a felicidade (cuja essência está em viver para o próximo) em harmonia com a Natureza (Deus). Veríamos erradicar-se a miséria e a fome. Veríamos o crescimento espiritual e intelectual da humanidade. Acredito que o progresso tecnológico diminuiria de ritmo (já é hora!) e a renda seria menos concentrada (problema dos capitalistas). Acredito que quando lemos o texto citado acima, a idéia não parece tão utópica.

As abordagens de Bento XVI com relação ao amor são totalmente pertinentes ao vermos que o materialismo e consumismo atuais, que degradam cada vez mais nossa sociedade e o meio-ambiente, estão intimamente ligados à banalização do “eros”.

Tenho minhas críticas à Igreja e a seu passado (não aos preceitos Cristãos), mas este é o momento de congratular Bento XVI, por ser o defensor da doutrina cristã, sem ceder a pressões de uma sociedade que está contaminada por valores não sustentáveis. Precisamos desse equilíbrio para, quem sabe um dia, despertarmos para a Verdade e descobrirmos a sociedade ideal.

Domingo, Janeiro 29

Gripe Aviária vs Peste Negra

Acho interessante o paralelo que se faz entre a peste negra e uma possível, mas ainda improvável, epidemia mundial da gripe aviária. Não tenho uma visão pessimista da realidade atual, muito menos uma visão apocalíptica, mas, de qualquer maneira, acredito ser pelo menos “saudável” aproveitarmos os pretextos para revisitarmos esse assunto histórico, que tanto tem a nos ensinar.
Ao estudar textos sobre o assunto em epígrafe, pude constatar que a sociedade da Europa do século XIV presenciou, e vivenciou, o lado mais podre da humanidade. Uma sociedade de indivíduos egoístas, promíscuos, porcos, oprimidos ou opressores, foi assolada por uma doença incurável, nojenta, que matava em até 5 cinco dias. A tão valorizada, sonhada e preservada posição social de nada adiantava quando via-se nobres literalmente apodrecendo da mesma maneira que plebeus.
Era o cenário favorável para misticismos idiotas, tratamentos médicos infundados, falta de solidariedade e covardia.
Dizia-se que a peste era uma castigo de Deus para que a humanidade pagasse seus pecados. É claro que cientificamente, hoje, podemos dar explicações mais plausíveis, mas, filosoficamente falando, a Natureza sempre reage.
Médicos simplesmente negavam a sua missão de curar os doentes e fugiam. Elites se refugiavam e lugares seguros e impediam que classes menos abastadas se aproximassem. Chega uma hora em que a solidariedade humana não resiste a certas provações. Esse limite se dá em função da evolução espiritual do ser humano. E, em se tratando de Idade Média, é fácil concluir que tal limite foi atingido muito antes da pior fase da crise.
Quando “estudiosos” eram consultados sobre as causas da peste, muitas vezes associava-se o fenômeno ao alinhamento dos planetas, dada a grande importância que se dava à astronomia na época.
Bem, hoje nossa sociedade caminhou demais e acredito que está muito mais evoluída que a daquela época, em todos os sentidos. Se tivermos que enfrentar um problema dessa magnitude, estamos “mais” preparados, mas não diria completamente preparados. O cenário ainda é favorável para misticismos idiotas, falta de solidariedade e covardia. O maior avanço foi na medicina e na evolução tecnológica, porém não avançamos quase nada na espiritualidade. E esse pode ser o gargalo que nos impedirá de usufruir de todos nossos avanços numa situação como essa. O ser humano, de uma maneira geral, ainda é auto-centrado, não entende o propósito de sua vida, sua missão, a importância da solidariedade e a essência da felicidade.

Sábado, Janeiro 28

Gripe Aviária - Desígnio da Natureza talvez iminente

Em matéria de "O Estado de São Paulo" de 27/01/06, "Neste início de 2006, a gripe aviária é considerada o maior risco global pelas principais lideranças políticas e empresariais do mundo, segundo relatório divulgado ontem no Fórum Econômico Mundial."
Imagine a mudança econômica e social no mundo no caso de uma epidemia mundial de dimensões proporcionais às da peste negra de 1348 na Europa. O pior que, em se tratando de um assunto dessas proporções e de efeitos tão caóticos, os meios de comunicação oficiais dificilmente reportarão a mais completa verdade à população. Qualquer informação sobre os rumos da doença, prevenção e cura serão consideradas privilegiadas e sua divulgação será controlada tanto nos meios de comunicação oficiais como na internet. Interesses econômicos serão priorizados à preservação da vida humana.
Gostaria que essa epidemia, se realmente iminente, não acontecesse sob vigência predominante do capitalismo nos moldes de hoje. Acredito que uma população mundial, ou mesmo suas lideranças, espiritual e intelectualmente mais evoluída poderia lidar com um problema dessas proporções com muito mais competência.
Vamos ver se realmente algo ruim nos espera. De qualquer modo, espero que a humanidade consiga enxergar quão pequenas são suas preocupações frente aos desígnios da Natureza.

Segue matéria publicada em O Estado de São Paulo em 27/01/2006

Gripe aviária é temor mundial
Doença é o maior risco atual, segundo relatório divulgado no Fórum Econômico Mundial
Fernando Dantas
Neste início de 2006, a gripe aviária é considerada o maior risco global pelas principais lideranças políticas e empresariais do mundo, segundo relatório divulgado ontem no Fórum Econômico Mundial. Na pior das hipóteses, prevê o estudo, uma epidemia causada pelo vírus H5N1 poderia ter um impacto social tão grande quanto o provocado pela peste negra na Europa, em 1348.
A pesquisa é um trabalho conjunto da Merrill Lynch, banco de investimentos dos EUA, Swiss Re, uma das maiores seguradoras do mundo, e Marsh & McLennan Companies, corretora de seguros e consultoria empresarial, em associação com o Centro de Gestão de Risco e Processos de Decisão da Wharton School, dos EUA. Outros grandes riscos apontados são uma alta do barril de petróleo para US$ 100 e novos ataques terroristas.
O relatório traça um cenário de epidemia para o caso de transmissão da doença entre humanos (hoje, só ocorre de aves para pessoas). Mesmo com a produção maciça da vacina em nove países com 12% da população global (os que têm como produzi-la na atualidade), menos de 500 milhões de pessoas, ou apenas 14% de toda a população, poderiam ser vacinadas em um ano. O relatório prevê que morram 50% dos infectados.
Não há uma estimativa total de quantas vítimas seriam, mas de desdobramentos econômicos, sociais e políticos. Na pior das hipóteses, o tráfego internacional de viajantes acabaria severamente abalado, assim como os fluxos comerciais. Cadeias de suprimento de emergência seriam montadas e seriam identificados as commodities e serviços essenciais para a sobrevivência por um a três anos.
Haveria turbulência financeira e grandes mudanças nas regras de propriedade intelectual de produtos farmacêuticos. Revoltas populares por acesso a antivirais provavelmente ocorreriam. A confiança nos governos desapareceria, alguns grupos humanos específicos seriam dizimados e haveria uma desurbanização parcial. A Indonésia confirmou ontem a 15º morte pela gripe; a China, a 7ª .

Índices de Desemprego - Cuidado

Vemos com muita ceticidade notícias de que o índice de desemprego diminuiu em 2005. A taxa média de desemprego media pelo IBGE passou de 11,4% em 2004 para 9,8% em 2005.
Primeiro, o denominador são as pessoas que estão procurando emprego, portanto o índice não reflete a população que está fora do mercado. Segundo, medições mais abrangentes da OIT, e que realmente nos dão um panorama mais realista e abrangente do problema, mostram que há, sim, um aumento generalizado da população desempregada.
O aumento da população e leis trablhistas onerosas, inflexíveis e paternalistas colaboram para a piora do índice. Direitos trabalhistas sim! Engessamento do emprego, de jeito nenhum!

Chega de "Tapar Buracos"

É incrível que o presidente de uma nação continental patrocine, descaradamente, um programa entitulado "Tapa Buraco" que utiliza dinheiro público para uma solução paliativa, de caráter eleitoreiro e imediatista, para "empurrar com a barriga" um grave problema de infra-estrutura que temos.
O desvio e a má utilização de dinheiro público está no grupo dos crimes mais graves de uma sociedade. Nesse caso específico, está sendo aplicado para mitigar efeitos o triplo do valor que poderia ser utilizado para solucionar as causas do problema.
A incompetência, as decisões mal pensadas, a falta de planejamento, o imediatismo de um estadista causam o sofrimento e a privação a necessidades básicas de milhares de seres humanos.
Acredito também que existem muitas chances deste mesmo governo se reeleger, pois a maioria da população, que tem poder para eleger um presidente, não tem discernimento para entender o que está ocorrendo.