Prioridades de programa apontadas pelo povo
Temos muito a discorrer sobre a questão da legitimidade duvidosa da democracia frente ao despreparo do povo.
A pesquisa CNI/Ibope divulgada em 15/3, relaciona as expectativas com relação às prioridades de programa do próximo presidente (os percentuais se referem à quantidade de entrevistados que elegeram as prioridades):
58% - Geração de empregos
54% - Mudanças profundas na política econômica em vigor
41% - Investimentos em educação e saúde
24% - Manter as linhas gerais da atual política e realizar pequenos ajustes
20% - Distribuição de benefícios à população carente
18% - Combate à corrupção (*)
16% - Manter a atual política econômica
15% - Redução de impostos
Com relação às características do novo presidente:
60% - Ser honesto
40% - Ser competente
8% - Ser experiente
6% - Ser inovador e moderno
Ao mesmo tempo que “ser honesto” é apontado por 60% dos eleitores, o “combate à corrupção” é apontado apenas por 6%. Ou seja, há um claro entendimento por parte da população que a questão da corrupção está muito mais associada à personalidade do presidente (homem) do que à gestão da máquina pública (instituições). Sendo o povo totalmente despreparado para lidar com essa questão, como, em um regime democrático, surgirá vontade política para combater a corrupção?
A saída para esse despreparo passa, sem dúvida, pela educação. Acredito que ainda estamos “engatinhando” na longa jornada da evolução intelectual e espiritual da população para que nosso regime democrático seja realmente legítimo e traga a paz, a felicidade, o conhecimento e a saúde a todos.
Se por um lado podemos considerar positivo que 41% apontaram os “investimentos em educação e saúde” como prioridade, por outro podemos desde já nos preocupar com a capacidade dessa mesma população de diferenciar a educação esclarecedora da alienadora.
A pesquisa CNI/Ibope divulgada em 15/3, relaciona as expectativas com relação às prioridades de programa do próximo presidente (os percentuais se referem à quantidade de entrevistados que elegeram as prioridades):
58% - Geração de empregos
54% - Mudanças profundas na política econômica em vigor
41% - Investimentos em educação e saúde
24% - Manter as linhas gerais da atual política e realizar pequenos ajustes
20% - Distribuição de benefícios à população carente
18% - Combate à corrupção (*)
16% - Manter a atual política econômica
15% - Redução de impostos
Com relação às características do novo presidente:
60% - Ser honesto
40% - Ser competente
8% - Ser experiente
6% - Ser inovador e moderno
Ao mesmo tempo que “ser honesto” é apontado por 60% dos eleitores, o “combate à corrupção” é apontado apenas por 6%. Ou seja, há um claro entendimento por parte da população que a questão da corrupção está muito mais associada à personalidade do presidente (homem) do que à gestão da máquina pública (instituições). Sendo o povo totalmente despreparado para lidar com essa questão, como, em um regime democrático, surgirá vontade política para combater a corrupção?
A saída para esse despreparo passa, sem dúvida, pela educação. Acredito que ainda estamos “engatinhando” na longa jornada da evolução intelectual e espiritual da população para que nosso regime democrático seja realmente legítimo e traga a paz, a felicidade, o conhecimento e a saúde a todos.
Se por um lado podemos considerar positivo que 41% apontaram os “investimentos em educação e saúde” como prioridade, por outro podemos desde já nos preocupar com a capacidade dessa mesma população de diferenciar a educação esclarecedora da alienadora.
